8 de Mar de 2009

Feliz dia da mulher!

Hoje enquanto estava á espera do 759 para ir para a APF (associação de planeamente familar) como dia da mulher que é lá fomos em campanha, e então estava a ler o Metro onde li o artigo do famoso blog da Pipoca e esta entrevista á Sô Dona Natacha, e não é que gostei mesmo do que a mulher diz? E achei interessante ter tatoos com a história da vida dela!


Ah sim, parabéns a todas as mulheres, mães, lutadoras,
parabéns aos nossos antepassados femininos que tanto tiveram
que ultrapassar para hoje termos a liberdade que temos!
Para mim á uma necessidade extrema que o dia da mulher deixe
de existir, porque se existe é para relembrar alguns aspectos
que ainda estão esquecidos.

Mas o importante é não desistir.
Orgulharmo-nos daquilo que somos, que tão bom é!
Agora lembrei-me da história das mulheres homossexuais mulçumanas, que foram postas num bairro em França sem quaisquer tipos de direitos, arregaçaram as mangas, prenderam o cabelo com um lenço tipico de quem vai lavar a roupa mas elas não, elas tornaram-se autênticas lutadores e trabalharam como homens! Lutaram pelo que eram, porque simplesmente, elas eram alguém!
Por algum motivo eu uso o lenço como elas usavam, por algum motivo tenho orgulho em ser mulher!

Como li no inicio do Queimada Viva :

"Sou uma rapariga, e uma rapariga deve caminhar depressa, com a cabeça inclinada para o chão, como se estivesse a contar os passos.
Não deve erguer o olhar nem desviá-lo para a direita ou para a esquerda enquanto caminha, porque se os seus olhos se cruzarem com os de um homem, toda a aldeia lhe chamará charmuta"

É triste acordar e saber que existem realidades assim, o pior é que não posso fazer nada!

7 de Mar de 2009

Antonio Variações


Poderia ter escolhido tantas bandas para falar, desde os meus Metallica até aos Green Day ou até mesmo nos grandiosos Abba mas não, eu só quero falar dele, hoje é só falar dele!
O nome da música, de músicas como "Cancao Do Engate", "Estou Além", "Corpo é que Paga", ai meu senhor (sim és mais que Deus para mim, tendo em conta que não sou católica mas sim budista) o homossexual, o que morreu com SIDA..
Não basta ouvir as músicas é preciso escutar, tomar atenção.
É preciso reflectir ouvir o "É P'ra Amanhã" e fazer como eu, chorar.
Uma homenagem não chega, eu limito-me a agradecer pelas vezes que tomei decisões estando ou não estando presente, a música fez-me seguir em frente.

27 de Fev de 2009


Sou tão eu.


Sou apenas alguém que procura a felicidade onde na verdade é tudo composto por guerra e onde vivo o meu amor em segredo com medo que destruam até isso que é tão meu.


Vivo em constante segredo porque perante tudo e todos, sou doente, doente porque me limito amar sem enxergar sexos, porque acho-me livre (e sou livre), porque reclamo pela falta de incentivo, pela falta de ajuda, pela falta de alegria.

Olho tantas vezes para a janela, e ao ver as crianças brincarem penso o quanto gostaria de regressar ao tempo em que ligava ao apoio ao cliente da TMN e dizia que era a Sofia Alves, desligava, dava uma gargalhada porque pensava que eles acreditavam no que dizia.

Era uma criança, amava tudo sem saber sequer, o que era o amor.

Sing me a song.

"Come away with me in the night"

Norah Jones

"I don't believe that anybody, feels the way I do, about you now"
Oasis
"My music is where I'd like you to touch"
C.S.S

"Take me on the floor. I can't take it anymore, I want you to show me love"
The Veronikas

"I wanna believe in everything that you say, 'case it sounds so good"
Britney
O que tudo isto tem em comum? Só o facto de estar apaixonada.

26 de Fev de 2009

Hoje amo-te e amanhã? O que isso importa.

Choking on your fear, you no longer see so clearly.

This love that never lasts, love that fools so easily, is anger deep inside, its anger deep inside of me. Its empty words that ring, these empty words don't mean a thing.

This love that leaves so fast is love that comes so easily.

Ah sim, finalmente acordei com vontade de viver, coisa que por sinal não acontecia á muito tempo. Ontem disse a alguém que amo que o amor é isso, é o encontro e desencontro, a alegria e a tristeza e por muito feliz que agora esteja, sei que amanhã posso estar a chorar.

E então? O facto de ser feliz no agora não chegou?

Por algum motivo a minha mãe diz:

"O ser humano só está bem onde não está, só quero ir onde não vai"

Curiosamente António Variações também o dizia.

18 de Jan de 2009


"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta" Albert Einstein

17 de Jan de 2009


Serei eu anormal?

Ontem como tantas outras vezes, deitei-me cedo e fiquei ansiosamente á espera da novela (e pergunto-me o porque de gostar tanto daquilo), mas sim, fiquei.
Enquanto esperava, e já cansada de ver os minutos a passar, até que desliguei momentaneamente a televisão para poder reflectir num estado mais relaxado, surgiu-me no pensamento todo o grupo de pessoas com quem me dou, minimamente que seja, mas dou.
Nesses minutos (que pareceram horas) apercebi-me que maioritariamente "essas" pessoas não fazem planos, não têm objectivos, wait... Sim elas têm objectivos, night .. night.. night!

Serei eu anormal, ou isso não serve para nada? Que bom ir sair, beber e me divertir, mas isso dar-me-ia algo que eu não tenho enquanto espero ansiosamente pela novela?

Se calhar sim, sou anormal! Ou se calhar os anormais são aqueles que projectam a vida num plano mínimo, bastante pequeno, enquanto eu o visualizo no céu, e acho que nem ai aparece todos os planos que eu faço.

Penso demasiado grande,
para uma sociedade tão fraca.

10 de Jan de 2009

Droga-me com droga da sobrevivência.

Hoje deixei de parte as amizades,
Vou apenas pegar no meu cálice,
Fazer um feitiço quiçá? Dar uso ao meu caldeirão.
Vou pegar em minhocas,
Vou arranjar morcegos, direi “babadi bobadi bu”
E a felicidade será entregue em forma de poção.

Já sei – digo eu às estrelas,
Hoje e só hoje vou tentar ser feliz,
Hoje quero apenas me drogar,
Sim, já sei – repito
Hoje vou consumir a “Vida”.
Quero entrar em overdose,
Experimentar o que tantos experimentam,
Chamam-lhe droga uns,
Outros chamam Viver,
Para mim a Vida,
As pessoas,
Os sentimentos são misturas de drogas,
Umas alucinam-nos,
Outras fazem-nos apenas sentir bem
Mas todas nos levam ao mesmo sítio:
Morte.

Porque será a vida uma droga?
Provavelmente por estar cheia de ilegalidades,
Tantos mistérios,
Tantas contradições.

Quero ser uma sobrevivente,
Ou será toxicodependente?
Hoje... hoje vou consumir a Vida.

Vou viver.
Hoje vou me drogar.

8 de Jan de 2009

Ultimamente dou por mim a reflectir sobre os problemas do mundo, já não me interessa os meus talvez por já estar tão habituada a eles, passou o natal o 2008 e com ele passou um ano que para mim foi sem dúvida o pior, e embora se utilize bastante a frase "Ano novo vida nova" as memórias, recordações, ficam e isso ninguém pode discordar.

Mas já não me importa os meus problemas, já não quero saber do telemóvel nem do computador maioritariamente, tenho me focado na leitura e nos problemas do mundo!
E cada vez mais me irrita a hipocrisia do mundo em que vivemos, o físico é sempre o importante e é rara a pessoa que tenta ver mais além, é raro um adolescente pegar num livro e viver a história com emoção.
Viva às playstation's, viva á falsidade, hipocrisia e á violência entre a juventude!
Se temos "no poder" neste momento pessoas de uma outra geração (que por sinal, foi bastante melhor que a que vivo) o que acontecerá ao mundo quando eu for adulta? Quando todos os adolescentes de hoje forem adultos, e terem que tomar responsabilidades se nunca foram obrigados a tal?
Por norma a idade dos 'porquês' é entre os 5 e os 9 anos, mas eu tenho 14 e pergunto-me constantemente:


Que sociedade é esta onde vivemos?